Revista Eletrônica do Programa de Bolsas - Edição ZERO

Revista: Edição ZERO | Ano: 2022 | Corpo Editorial: Editorial | Todas edições: Todas
ISSN: 2966-4020
Atividade sinérgica de derivados de benzimidazóis com anfotericina B e fluconazol como alternativa antifúngica no combate à criptococose
Bolsista: BARBARA TAVARES BEZERRA
Orientador(a): Marcio Lourenço Rodrigues
Coorientador(a): Não informado
Resumo: A criptococose é uma micose sistêmica, causada por fungos do gênero Cryptococcus, sendo as espécies C. neoformans e C. gattii as principais responsáveis pela contaminação. A sua transmissão ocorre a partir do momento em que se inala esporos ou pequenas células dos fungos, que podem estar presentes em árvores de eucaliptos ou excretas de pássaros. As suas manifestações clínicas variam de acordo com o organismo do paciente e avanço da doença, entretanto, existem altos riscos de desenvolvimento de meningite criptocócica em pacientes imunocomprometidos. Atualmente, o tratamento mais eficaz da doença apresenta custos muito altos, o que prejudica a sua aplicação em diversas regiões afetadas pela criptococose, aumentando a chance de óbitos. Esse cenário exige que mais pesquisas, voltadas para a formulação de tratamentos mais acessíveis, sejam desenvolvidas. Tendo isso em vista, este projeto tem por objetivo, analisar o sinergismo entre os derivados de benzimidazóis albendazol, mebendazol, flubendazol e fenbendazol com anfotericina B e fluconazol in vitro contra C. neoformans e C. gattii. A primeira etapa do projeto consistiu em analisar a concentração inibitória mínima (CIM) dos derivados de benzimidazóis, para diferentes isolados. O experimento apontou MIC 50% e 95% para os compostos de mebendazol, flubendazol e fenbendazol e, para o albendazol, não foi determinado o CIM para as concentrações estudadas. Em seguida, experimentos de sinergismo foram aplicados para as combinações de Anfotericina B e fluconazol, juntamente com os derivados de benzimidazóis. A análise de dados foi feita por meio de cálculos do índice de concentração inibitória fracionada (FICI) e pelo modelo de independência de Bliss. Os resultados apontaram para pontuações gerais promissoras, principalmente para combinações de Anfotericina B e Fenbendazol para C. neoformans e C. gattii. O projeto ainda prevê etapas futuras focadas na realização de mais experimentos de sinergismo, análise de citotoxidade in vitro, atividade antifúngica intracelular e testes in vivo para os compostos, em modelo murino.
Seleção de bactérias da microbiota de Aedes aegypti para modificação genética através da aplicação do sistema CRISPR/Cas9
Bolsista: GABRIELA MORESCHI DE ALMEIDA
Orientador(a): MARIANA ROCHA DAVID
Coorientador(a): Não informado
Resumo: Uma vez que ainda não há vacinas amplamente disponíveis contra arbovírus que acometem po-pulações humanas, a principal maneira de evitar a sua transmissão é controlar os mosquitos vetores. As epidemias recentes de dengue, Zika e chikungunya demonstram que os métodos tradicionais de controle de Aedes aegypti, eliminação de criadouros larvares e uso de inseticidas, apresentam efetividade limitada. Deste modo, é urgente o desenvolvimento de novas metodologias para reduzir a transmissão destes patógenos. Neste cenário, a exploração da capacidade inata de alguns simbiontes para limitar a competência vetorial de mosquitos a arbovírus ou a modificação genética destes microrganismos para expressar moléculas capazes de produzir tal efeito (paratransgênese) surgem como uma alternativa. Nos últimos anos, a microbiota intestinal de Ae. aegypti foi identificada através de metodologias dependentes e independentes do cultivo bacteriano e seu efeitos na fisiologia e competência vetorial deste mosquito foram descritos, indicando possíveis bactérias candidatas à aplicação na redução da transmissão de arbovírus, como Asaia, Chromobacterium, Proteus e Paenibacillus. Neste sentido, ainda é necessário caracterizar a interação microbiota-hospedeiro para estes e outros simbiontes intestinais de Ae. aegypti, desvendando meios de aquisição e transmissão horizontal/vertical, localização em tecidos do hospedeiro, capacidade de espalhamento em populações do vetor, fatores genéticos essenciais para a colonização do hospedeiro e receptividade à manipulação genética. Recentemente, um estudo demonstrou que o sistema CRISPR/Cas9 pode ser aplicado para modificar geneticamente simbiontes intestinais de Aedes com o intuito de investigar as relações microbiota-hospedeiro. Assim, a integração de genes de marcação fluorescente nestes simbiontes pode revelar padrões de colonização de tecidos e transmissão vertical e horizontal. Além disso, a possibilidade de deletar e integrar genes em bactérias da microbiota sem comprometer o seu fitness é essencial para o desenvolvimento de abordagens de paratrangênese. Assim, este subprojeto tem como objetivos (a) realizar uma revisão bibliográfica acerca da competência vetorial de populações brasileiras de Ae. aegypti ao dengue e (b) selecionar e caracterizar geneticamente simbiontes intestinais de Ae. aegypti para futura aplicação do sistema CRISPR/Cas9, visando o estudo das relações hospedeiro-microbiota neste vetor. Para tal, Aedes aegypti adultos serão coletados com aspiradores no Rio de Janeiro. Após agrupados por ponto e data de coleta, fêmeas terão a superfície externa esterilizada em etanol 70% e lavada em tampão fosfato salino estéril (PBS). O intestino médio será removido e macerado em PBS. Cada amostra será diluída serialmente e plaqueada em meio de cultura LB-agar e Triptona de Soja Agar (TS-agar) em temperatura ambiente (~28ºC). Nas 72 h seguintes, as colônias bacterianas serão preservadas a -70ºC. O DNA das bactérias isoladas será extraído para amplificação e sequenciamento (Sanger) do gene 16S rRNA (>1000 pb) utilizando iniciadores universais para identificação taxonômica no programa Ribossomal Data Pro-ject Classifier. Será selecionada ao menos uma bactéria candidata, de gêneros frequentemente encontrados na microbiota de Ae. aegypti, a qual terá o genoma sequenciado em Illumina MiSeq (2x250bp paired-end). A montagem e anotação do genoma será feita utilizando o MIRA versão 4.0 e o pipeline RAST, respectivamente, seguidas por curadoria manual. A partir destes dados serão selecionados genes conservados para nocaute e regiões intergênicas para inserção de genes de marcação fluorescente via CRISPR/Cas9.
INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DO SARS-COV-2 (NOVO CORONAVÍRUS) EM POPULAÇÃO INFANTIL
Bolsista: VALCIMAR BATISTA FERREIRA
Orientador(a): Najla Benevides Matos
Coorientador(a): Não informado
Resumo: A pandemia do SARS-CoV-2 tornou-se um problema global de saúde pública. Na população infantil muitos aspectos da infecção permanecem obscuros pois as crianças não são testadas para esse vírus com a mesma frequência que os adultos. O trato gastrointestinal tem mostrado ser uma rota importante a não ser ignorada quando se trata da investigação e disseminação do vírus SARS-CoV2, dado o lapso temporal de sua detecção em amostras fecais e secreção da nasofaringe. Portanto, levando em consideração que as crianças são importantes na transmissão da Corona vírus Disease (COVID-19), constata-se a necessidade de se estabelecer políticas sociais e de saúde pública para diminuir a transmissão e proteger as populações vulneráveis, necessitando assim de uma investigação mais aprofundada do papel que as crianças desempenham na cadeia de transmissão da COVID-19. O objetivo do presente estudo é realizar uma investigação epidemiológica do SARS-COV-2 em diferentes amostras clínicas de crianças. Trata-se de um estudo transversal que será realizado no Hospital Infantil Cosme e Damião (HICD) que é referência no atendimento de crianças em Rondônia. Participarão deste estudo menores de 0 a 12 anos de ambos os sexos, de qualquer condição socioeconômica e que apresentem ou não infecções respiratórias ou gastrointestinais. Neste estudo será utilizada a tecnologia da RT PCR, seguida PCR em tempo real para a identificação do SARS-CoV-2. A pesquisa do SARS-CoV-2 nas fezes de crianças proposta por este projeto terá implicações na saúde pública, podendo servir como uma ferramenta de triagem alternativa do SARS-COV-2 em crianças sem sintomas respiratórios. Ademais, a transmissão fecal-oral nos redireciona particularmente à vigilância em relação à higiene e disseminação de patógenos virais em ambientes sem saneamento básico. Finalmente, este será o primeiro estudo em Rondônia que investigará SARS-CoV-2 em população infantil. Este projeto propõe-se a entender a epidemiologia do vírus em crianças para no futuro subsidiar informações que poderão servir como base para testes rápidos ou sorológicos com fins de diagnóstico do vírus SARS-CoV-2.
Síntese e avaliação tripanomicida e mutagênica de nitroimidazóis substituídos
Bolsista: CAMILLE DELFINO VIEIRA
Orientador(a): NUBIA BOECHAT ANDRADE
Coorientador(a): FREDERICO SILVA CASTELO BRANCO
Resumo: A doença de Chagas é um sério problema de saúde pública. Endêmica em 21 países, ela é responsável por uma considerável morbidade e mortalidade atingindo cerca de 8 milhões de pessoas. Porém, tem se tornado uma doença grave mundialmente devido o aparecimento e o aumento de número de casos diagnosticados fora da área endêmica, como na América do Norte, Europa, Japão e Austrália. O tratamento da doença de Chagas depende do uso de apenas dois fármacos desenvolvidos na década de 1970, o nifurtimox (NF) um derivado nitrofurânico e benznidazol (BZ) um derivado 2-nitroimidazólico. Estas substâncias são efetivas somente no tratamento da fase aguda da doença, constituindo um sério problema na terapêutica, uma vez que, a maior parte dos casos é diagnosticada na fase crônica. Adicionalmente, a eficácia dos compostos varia de acordo com a área geográfica, devido às diferenças em suscetibilidade das diferentes cepas de T. cruzi aos fármacos. Além disso, a quimioterapia está associada a graves efeitos colaterais. A citotoxicidade e a genotoxicidade induzidas pelas substâncias podem limitar a dose e a duração do tratamento afetando adversamente a qualidade de vida e levando a risco de vida. Efeitos, a longo prazo, tais como, alterações do sistema imune e indução de malignidades provavelmente são devidos ao dano genético induzido pelo tratamento com o fármaco e/ou ao seu potencial tóxico, mutagênico, carcinogênico e promotor. Atualmente estima-se que menos de 1% das pessoas infectadas recebem tratamento devido à falta de evidencia robusta e políticas públicas de implementação. No Brasil, apenas o BZ é utilizado, e tais fatos justificam ainda mais a urgência na pesquisa e desenvolvimento de novas substâncias com atividade anti-chagásica. Nitroimidazol é uma das classes mais importantes frente a atividade tripanomicida devido a ampla e elevada ação. Esta característica se dá pelo grupo nitro ligado ao anel imidazólico porém, está associada também a toxicologia. Diversos grupos, inclusive o nosso busca a separação dessas duas atividades. Dando continuidade ao desenvolvimento de novos padrões moleculares para a DC, o objetivo deste trabalho é a síntese e a avaliação das atividades anti-T. cruzi e de citotoxicidade dos novos derivados 5-nitroimidazóis (1-8) e (18-20) e 2-nitroimidazóis (9-14) análogos do benznidazol. Cabe ressaltar que, a rota proposta para a síntese de ambos produtos é simples, sendo de grande relevância, já que estamos propondo substâncias para tratar doentes negligenciados. A avaliação nas formas amastigotas e tripomastigotas de T. cruzi e avaliação da citotoxicidade, mutagenicidade e genotoxicidade destes compostos, irão direcionar a contribuição destas substâncias para o perfil anti-chagásico. Neste sentido, espera-se que este trabalho contribua com a obtenção de substâncias promissoras com ação anti-T. cruzi. Até o momento foi possível alcançar a síntese dos derivados 1-8, os quais foram obtidos com bons rendimentos, os quais serão submetidos à avaliação biológica. Os intermediários 25-27, 33 e 34 também foram obtidos satisfatoriamente. As demais etapas sintéticas para a obtenção dos derivados finais (9-14) e (18-20) estão atualmente em curso.
Estratégias profiláticas na COVID-19 e outras infecções no contexto da Saúde Única
Bolsista: Luiz Felippe Santolia de Oliveira
Orientador(a): Ana Márcia Suarez Fontes
Coorientador(a): Marcos André Vannier dos Santos
Resumo: A COVID-19 ceifou milhões de vidas em todo o mundo e não havendo tratamentos eficazes, a vacinação vem sendo desenvolvidas e as medidas profiláticas são as estratégias fundamentais para o controle. Grande desinformação foi demonstrada por medidas inconsistentes e discrepantes entre nações e até mesmo entre autoridades em um país. O público não compreendendo a gravidade da infecção e/ou a efetividade da profilaxia, apresenta limitada adesão às mesmas. Os especialistas, entraram em conflito, baseando-se em informações fragmentadas ou obtidas sob condições distintas, em outra nação. Diferentes profissionais precisam abordar o fenômeno multi-facetado no escopo de “saúde única” e, sendo essa compreensão estendida ao público geral, poderá haver maior engajamento da população quanto às medidas profiláticas, nessa e nas próximas epidemias. O estudo objetiva-se em realizar exposição itinerante, utilizando o ciência-móvel “Ciência na Estrada”, empregando o ambiente doméstico cenográfico, onde demonstraremos as etapas de higienização das mãos, comprovando sua efetividade por microscopia digital, bem como pelo uso de tinta invisível, revelada sobre luz negra e aplicada pela simulação de tosse em breve esquete teatral. Outras esquetes abordando medidas profiláticas, neste ambiente, serão documentadas para disponibilização na internet. Na “Célula XG” o público poderá imergir no processo de infecção vírus-célula e outros patógenos, particularmente causadores de zoonoses prevalentes no Brasil, que funcionam como comorbidades, aumentando a mortalidade e sobrecarregando o SUS. Elaborar materiais paradidáticos para uso virtual bem como distribuição em escolas. Realizar cursos de “ACS-mirins”, empoderando estudantes, que atuarão como multiplicadores promovendo a saúde pública com grande capilaridade em suas comunidades, em áreas carentes do Rio de Janeiro, bem como identificar vocações acadêmicas.
Família GH13: anotação gênica e caracterização da atividade de transglicosidase de uma ?-glicosidase de Lutzomyia longipalpis
Bolsista: Beatriz dos Santos Nascimento
Orientador(a): SAMARA GRACIANE DA COSTA LATGE
Coorientador(a): FERNANDO ARIEL GENTA
Resumo: Os flebotomíneos transmitem o parasita causador das Leishmanioses a hospedeiros vertebrados, através da picada de fêmeas durante a alimentação sanguínea. Os adultos possuem também uma dieta rica em açúcares, para atender às demandas energéticas necessárias ao desenvolvimento. As ?-amilase são enzimas importantes para a digestão em flebotomíneos adultos e na fase larval, uma vez que o amido é encontrado nas folhas de plantas e frutas e o glicogênio é o carboidrato de reserva de fungos. As ?-glicosidases são exoglicosidases que catalisam a hidrólise de ligações ?-1,4 e em insetos, estão envolvidas na digestão de sacarose obtida diretamente pela alimentação e na digestão de maltose, dissacarídeo gerado a partir da digestão de amido. Em altas concentrações de substrato estas enzimas podem realizar reações de transglicosilação e sintetizar oligossacarídeos. Este trabalho possui como objetivo a identificação no genoma de L. longipalpis e P. papatasi de genes que codificam glicosidases pertencentes a família GH13 e a caracterização da atividade de transglicosidase da ?-glicosidase digestiva de L. longipalpis. A seleção de genes GHF13 no genoma de L. longipalpis foi realizada na plataforma VectorBase utilizando o domíneo PFAM (PF00128). Os genes encontrados foram anotados por similaridade utilizando a ferramenta BLASTp nas plataformas Swiss-Prot/UniProt e PDB. Após identificação, as sequências foram analisadas pelos algoritmos THMM, signal IP, Big-PI predictor, NETOGlyc 4.0, NETNGlyc 1.0, Deep Loc e Compute pI/Mw. O alinhamento múltiplo com sequências homólogas foi realizado utilizando o algoritmo ClustalW para identificação das regiões catalíticas. A atividade de alfa-glicosidase foi determinada utilizando os substratos sacarose, maltose e trealose. Foram encontrados no genoma de L. longipalpis 14 genes que codificam ?-amilases, e 8 alfa-amilases para Phlebotomus papatasi. As alfa-amilases de L. longipalpis se organizam em 3 diferentes clusters que foram denominados cluster A, B e C. As proteínas LlAamyA2, LlAamyB5 e LlAamyB8 estão com sua sequência incompleta. Todas as alfa-amilases encontradas foram caracterizadas como enzimas presentes no meio extracelular/solúvel, apresentam um peptídeo sinal e indícios de sítios de N- e O-glicosilação. As massas moleculares das enzimas encontradas variaram de 54 a 56 kDa e ponto isoelétrico entre 4,4 e 6,5. Para as sequências de P. papatasi as regiões catalíticas foram corretamente identificadas nas proteínas, com a tríade ASP-GLU-ASP, para as enzimas de L. longipalpis algumas substituições foram encontradas no sítio catalítico, em especial nas alfa-amilases pertencentes ao cluster B. Foram encontrados no genoma de L. longipalpis 3 genes que codificam para ?-glicosidases e 9 genes no genoma de P. papatasi. Os genes estão identificados como LIMal1, LIMal2 e LIMal3. Para as proteínas LIMal2 e LIMal3, foram identificados peptídeo sinal e domíneo transmembrana, indicando que estas proteínas são secretadas e estão ancoradas à membrana plasmática, estando voltadas para o lúmem do intestino. O gene que codifica a proteína LIMal1 está incompleto. LIMal2 e LIMal3, apresentaram massas moleculares de 59 kDa e 70 kDa e pontos isoelétricos de 5,6 e 4,6, respectivamente. As três proteínas apresentaram indícios de sítios de N- e O-glicosilação. As regiões catalíticas foram corretamente identificadas nas três proteínas, indicando que estas enzimas encontram-se ativas no inseto. Os resultados demostraram que a alfa-glicosidase de L. longipalpis é capaz de hidrolisar todos os diferentes substratos testados. O conhecimento das enzimas digestivas desses flebotomíneos permite a obtenção de informações bioquímicas e fisiológicas importantes para o entendimento da biologia desses vetores, além disso, o conhecimento básico das características dessas enzimas pode nos permitir caracterizar alvos para o controle desses flebotomíneos.
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