Revista Eletrônica do Programa de Bolsas - Edição ZERO

Revista: Edição ZERO | Ano: 2022 | Corpo Editorial: Editorial | Todas edições: Todas
ISSN: 2966-4020
Avaliação do Desempenho do Método Sorológico Chagas-Flow ATE por Citometria de Fluxo para a Monitoração Pós-tratamento da Doença de Chagas
Bolsista: Carolina Malheiros Araujo Silvestrini
Orientador(a): GLAUCIA DINIZ ALESSIO
Coorientador(a): OLINDO ASSIS MARTINS FILHO
Resumo: 1. JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA DO PROJETO Durante o Segundo Consenso Taxonômico do T. cruzi, o parasito foi classificado em seis grupos genéticos distintos, “Discrete Typing Unitys” (DTUs), de TcI a TcVI (Zingales et al., 2009). Diversos trabalhos vêm associando a genética do T. cruzi com as características biológicas do parasito, com as manifestações clínicas da doença de Chagas e com a eficácia terapêutica do tratamento na infecção pelo T. cruzi (Toledo et al., 2003; Valadares et al., 2007; Zingales et al., 2012). Diante desse contexto, torna-se cada vez mais importante associar a diversidade genética do parasito com as técnicas utilizadas para o diagnóstico da doença de Chagas. Os métodos moleculares são os mais utilizados no diagnóstico genótipo-específico da DCh, no entanto apresentam limitações, tais como: necessidade de um conjunto de marcadores genéticos, principalmente para a identificação de infecções mistas, necessidade do isolamento prévio do parasito por métodos de baixa sensibilidade e possível seleção clonal do parasito (D´Ávilla et al., 2009; Zingales et al., 2012). Já os métodos sorológicos empregados no diagnóstico genótipo-específico da DCh não foram capazes de reconhecer todas as DTUs do T. cruzi presentes nos hospedeiros (Bhattacharyya et al., 2014). Nesse contexto, foi desenvolvida a técnica sorológica por citometria de fluxo para a pesquisa de IgG1 anti-amastigota (A), tripomastigota (T) e epimastigota (E) do T. cruzi, denominada Chagas-Flow ATE (Alessio et al., 2014, Patente BR 102014003374-2). Inicialmente, a Chagas-Flow ATE foi desenvolvida para o diagnóstico genótipo-específico da infecção experimental pelo T. cruzi, apresentando um bom desempenho para discriminar as diferentes DTUs do parasito que infectavam os camundongos. (Alessio et al., 2017, 2018). Recentemente, utilizando amostras de soros de humanos, foi demonstrado que a Chagas-Flow ATE apresentou uma excelente acurácia (100%) no diagnóstico universal e genótipo-específico da DCh para discriminar as infecções pelas DTUs “TcI x TcVI x TcII” (92%) e “TcI x TcII” (97%) (Alessio et al., 2020). Tendo em vista que hospedeiros infectados por diferentes DTUs do T. cruzi apresentam uma susceptibilidade distinta ao tratamento etiológico da DCh, a validação e completo desenvolvimento da Chagas-Flow ATE será de extrema importância em estudos futuros de monitoração pós-terapêutica em pacientes portadores da doença de Chagas. 3. OBJETIVO GERAL Avaliar o desempenho da técnica Chagas-Flow ATE na monitoração pós-tratamento da doença de Chagas. 3.1. Objetivos específicos 1- Avaliar a reatividade de amostras de soros de pacientes infectados com diferentes DTUs do T. cruzi antes e 10 anos após o tratamento, por meio da técnica Chagas-Flow ATE. 2- Avaliar o desempenho dessa nova metodologia por meio de análises estatísticas. 4. METODOLOGIA O procedimento experimental da Chagas-Flow ATE será realizado como descrito previamente por Alessio et al. (2020). Esse projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética do Instituto René Rachou/Fiocruz MG (C.A.A.E: 26890014.6.0000.5091, número do protocolo #3.055.734). A metodologia será realizada nas seguintes etapas: 1) Seleção dos soros que serão testados na Chagas-Flow ATE. Serão utilizadas 60 amostras de soros, sendo 30 de pacientes infectados com TcI e 30 com TcII, antes do tratamento e 10 anos após o tratamento, de ambos os sexos, com idade acima de 18 anos. Serão testadas 20 amostras de soros de indivíduos não infectados pelo T. cruzi. As amostras de soros já foram coletadas e se encontram armazenadas à -80°C. 2) Cultivo e preparação das formas amastigotas (AMA) + tripomastigotas (TRIPO) em cultura de células L929, e de epimastigotas (EPI) do T. cruzi em meio acelular “Liver Infusion Tryptose” (LIT). A suspensão de EPI será fixada com solução fixadora para citometria de fluxo (MFF). Serão cultivados as três formas evolutivas do parasito das DTUs TcI (cepa Colombiana) e TcII (cepa Y) para serem utilizadas como antígeno na Chagas-Flow ATE. As formas tripomastigotas e amastigotas não serão cultivadas pela bolsista. 3) Realização da sorologia Chagas-Flow ATE e leitura na citômetro de fluxo FACScalibur. As formas amastigotas e tripomastigotas vivas e epimastigotas fixadas dos diferentes genótipos serão marcadas com isotiocianato de fluoresceína (FITC). Após a marcação essas formas evolutivas serão misturas em proporções equivalentes. Em placas de 96 poços de fundo em U, os soros diluídos (1:1000 a 1:32.000) serão incubados com os antígenos AMA/TRIPO/EPI a 37°C por 30 min. Posteriormente, será realizada a incubação com o anticorpo humano anti-IgG1 biotinilado junto com a estreptoavidina conjugada com a ficoeritrina a 37°C por 30 min. No final do experimento, os parasitos serão fixados com de MFF e será realizada a leitura no citômetro de fluxo FACScalibur. O bolsista irá acompanhar os experimentos e auxiliar nas etapas que não envolvam a manipulação das formas tripomastigotas e amastigotas vivas do T. cruzi. 4) Realização das análises no “FlowJo” e de análises estatísticas no “Graph Pad Prism”.
Identificação e avaliação da atividade sobre macrófagos de vesículas extracelulares oriundas hemácias infectadas por Plasmodium spp.
Bolsista: PEDRO LUCAS ALMEIDA GOMES
Orientador(a): TATIANA ALMEIDA PADUA
Coorientador(a): MARIANA CONCEICAO DE SOUZA
Resumo: A malária grave é uma condição sistêmica caracterizada por manifestações clínicas como malária cerebral, síndrome do desconforto respiratório agudo e injúria renal aguda que pode levar ao coma e a morte [1]. Esse quadro observado está associado à resposta inflamatória sistêmica desencadeada, entre outros fatores, pela adesão de leucócitos à microvasculatura, hemácias parasitadas obstruindo o fluxo sanguíneo, e a produção exacerbada de mediadores inflamatórios [2]. A infecção de roedores por P. berghei é o modelo experimental de malária mais utilizado já que apresenta sintomatologia semelhante à malária grave em humanos [3]. Entretanto, os esforços para diminuir a quantidade de cobaias utilizadas na experimentação científica impulsionam o desenvolvimento de novas metodologias in vitro. Assim, as vesículas extracelulares (VEs) oriundas de hemácias infectadas têm sido utilizadas como alternativa em estudos sobre a malária [7]. As VEs são liberadas através da vesiculação das membranas plasmáticas de diferentes tipos celulares promovendo uma efetiva comunicação célula-célula [4]. Pacientes infectados por P. falciparum e P. vivax apresentam níveis elevados de VEs derivadas de eritrócitos e plaquetas e em modelo experimental de malária por P. berghei foi demonstrado que as VEs atuam via TLR nos macrófagos [5]. Desta forma uso dessas microvesículas pode ser uma ferramenta útil e rápida para estudos sobre a fisiopatologia da malária e para o desenvolvimento de novas terapias anti-maláricas.
DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO PARA DETECÇÃO DE ANTICORPOS IgM E IgG ANTI-T. gondii EM GESTANTES NO MUNICÍPIO DE PETRÓPOLIS, RIO DE JANEIRO
Bolsista: Flavia Coelho Sampaio de Souza
Orientador(a): MARIA REGINA REIS AMENDOEIRA
Coorientador(a): Clarissa Nascimento da Silveira Raso
Resumo: A toxoplasmose, parasitose causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, acomete milhares de pessoas em todo o mundo e na maioria dos casos não possui sinais e sintomas clínicos, porém a primo-infecção durante a gravidez pode gerar sequelas graves para o bebê, podendo até mesmo levar ao aborto. Medidas de acompanhamento pré-natal são essenciais para evitar que as gestantes se infectem durante a gravidez. Sendo assim, um programa de prevenção primária, que auxilia na educação em saúde, juntamente com a prevenção secundária, que rastreia de forma sorológica as gestantes evitando a transmissão do parasito ao feto, são extremamente importantes para reduzir o risco de sequelas causadas pela toxoplasmose congênita. Com relação a prevenção terciária, baseada no tratamento de conceptos já infectados, é possível evitar danos maiores, uma vez que algumas alterações, como as neurológicas, são irreversíveis. Sendo assim, o presente estudo tem como objetivo principal realizar prevenção primária, secundária e terciária para toxoplasmose em gestantes em atendimento pré-natal no Hospital Alcides Carneiro do município de Petrópolis-RJ e avaliar seus conhecimentos e de profissionais de saúde, incluindo estudantes de medicina e enfermagem, sobre a toxoplasmose, suas formas de prevenção e diagnóstico. Para tanto, serão realizados testes sorológicos para detecção de anticorpos IgG e IgM anti-T. gondii, nos três trimestres da gravidez, utilizando os métodos ELISA e RIFI, com avidez de IgG e isolamento e tipagem de T. gondii, histopatologia e imunoperoxidase da placenta das gestantes com IgM positivo. Também será realizado o acompanhamento clínico das gestantes e dos nascidos de mães com o diagnóstico presuntivo de infecção adquirida durante a gestação. Com este estudo, pretende-se estimar a ocorrência de toxoplasmose congênita no município de Petrópolis-RJ. A análise do conhecimento dos profissionais de saúde, estudantes de medicina e enfermagem e das gestantes será feita por meio de aplicação de questionários. Após esta etapa serão realizadas ações de Educação e Saúde. A partir da realização deste estudo, pretende-se analisar a situação da toxoplasmose congênita na região serrana do Rio de Janeiro e contribuir para a compreensão das medidas profiláticas e da importância de um acompanhamento pré-natal completo, aprimorando o atendimento de gestantes, como também, oferecendo subsídios para estudos científicos que evidenciem a necessidade da implementação de políticas públicas para a prevenção, diagnóstico, tratamento e controle da toxoplasmose congênita nesta região.
A emoção dos orientandos do Programa de Vocação Científica (Provoc) na Fundação Oswaldo Cruz
Bolsista: CAROLINE KELLY GONCALVES SOUSA
Orientador(a): ISABELA CABRAL FELIX DE SOUSA
Coorientador(a): Cristiane Nogueira Braga
Resumo: No estágio atual consideramos relevante identificar e melhor compreender como os aspectos emocionais se expressam nas práticas da orientação acadêmica profissional. Este projeto propõe uma revisão de investigações anteriores com alunos e egressos do Provoc e depoimentos de egressos enviados ao Provoc por ocasião das comemorações dos trinta anos do programa. São três estudos sendo revisitados em relação a este público e um livro comemorativo. Estes estudos mencionados, a semelhança do que ocorre em outras pesquisas em educação, deram ênfase aos aspectos cognitivos. Como sabemos que a emoção faz parte das trajetórias dos atores sociais envolvidos propomos que este projeto investigue a dimensão da emoção de alunos e ingressos para posterior integração ao estudo sobre a emoção dos orientadores, também a ser desenvolvido no mesmo Laboratório de Iniciação Científica da Educação Básica (Lic-Provoc). Argumentamos que é preciso trazer à luz esta dimensão da emoção, articulando-a com o tema da formação científica. Considerando que os adolescentes vivenciam momentos de transição e busca de identidades, o caso do Programa de Vocação Científica (Provoc) nos parece particularmente promissor para explorar a emoção no processo formativo. Este projeto propõe uma revisão de investigações anteriores com alunos e egressos do Provoc e de depoimentos de egressos enviados ao Provoc por ocasião das comemorações dos trinta anos do Provoc, compondo o livro comemorativo. Os três estudos que estamos revisitando utilizaram a metodologia qualitativa/naturalista, inspirada pela Antropologia e pela Sociologia, aplicando a técnica de análise de conteúdo em entrevistas com atores sociais. Nosso universo é constituído de um conjunto de 67 entrevistas individuais e 78 depoimentos. Estamos utilizando a análise de conteúdo. Assim, debruçando-se sobre os projetos desenvolvidos em sete anos de pesquisa, no livro comemorativo e atuando no Provoc esta proposta tem como meta do ponto de vista pedagógico, propor inovações para este programa e congêneres. E do ponto de vista científico, estamos analisando os relatos sobre os processos formativos buscando identificar emoções e se estas constituem ou não em eixos norteadores para as escolhas acadêmicas e profissionais de seus alunos e egressos.
Avaliação da transmissão vertical em amostras de mosquitos alimentados artificialmente com os vírus Zika e Chikungunya
Bolsista: MARIA JULIA BRITO COUTO
Orientador(a): CONSTANCIA FLAVIA JUNQUEIRA AYRES LOPES
Coorientador(a): Duschinka Ribeiro Duarte Guedes
Resumo: Título: Avaliação da transmissão vertical em amostras de mosquitos alimentados artificialmente com os vírus Zika e Chikungunya Bolsista: Maria Julia Brito Couto Orientadora: Dra. Constância Flávia Junqueira Ayres Co-orientadores: Duschinka Ribeiro D. Guedes e Marcelo Henrique S. Paiva RESUMO RAIC Mais de 130 arbovírus pertencentes às famílias Togaviridae, Flaviviridae, Bunyaviridae, Reoviridae, e Orthomyxoviridae podem causar doenças em humanos. Dentre essas famílias de vírus, destacam-se Togaviridae (Chikungunya - CHIKV) e Flaviviridae (Zika - ZIKV e Dengue- DENV). Dentre estes, a dengue é considerada a mais importante doença viral transmitida por mosquitos em humanos no mundo. Esses arbovírus são transmitidos primariamente por mosquitos do gênero Aedes spp., como Aedes aegypti e Aedes albopictus. Além destes, foi demonstrado recentemente que Culex quinquefasciatus também é capaz de replicar o vírus Zika, podendo atuar no ciclo de transmissão da doença. Como o controle de vetores é a principal forma de prevenir essas doenças, a compreensão de alguns aspectos da biologia é importante para que as medidas de controle sejam aplicadas de forma mais eficiente. A transmissão transovariana (TT) ou vertical é um dos mecanismos que podem favorecer a manutenção dos arbovírus durante os períodos epidêmicos e inter-epidêmicos. Apesar de a TT ser bastante estudada e bem estabelecida para DENV, para CHIKV e ZIKV os estudos são poucos e os resultados ainda são conflitantes. Diante do exposto, este projeto tem como objetivo estudar a TT de CHIKV e ZIKV em populações de Aedes spp e Cx. quinquefasciatus em laboratório. Além disso, este trabalho também teve como objetivo avaliar a transmissão vertical de ZIKV, CHIKV e DENV em mosquitos coletados de campo. Entre 2016 e 2018, mosquitos das espécies Aedes aegypti e Cx. quinquefasciatus foram coletados em campo e levados ao laboratório de Entomologia do Instituto Aggeu Magalhães, onde foram separados por localidade, espécie e gênero. As amostras (apenas os machos) foram armazenadas em pools de até 10 espécimes que foram posteriormente submetidos à extração de RNA e reações de RT-qPCR multiplex em tempo real para a detecção de DENV, ZIKV e CHIKV. Para ZIKV, em 2016, 24 pools de Cx. quinquefasciatus foram positivos (total de 379 pools), enquanto que, em Ae. aegypti, 17 estavam positivos (total de 117 pools). Em 2017, 14 pools de Cx. quinquefasciatus estavam positivos (total de 50 pools), enquanto que, em Ae. aegypti, 5 pools foram positivos (total de 26 pools). Já em 2018, foram 13 pools de Cx. quinquefasciatus positivos (total de 151 pools), e 10 pools positivos de Ae. Aegypti (total de 47). Para DENV e CHIKV, nos três anos de estudo, todas as amostras foram negativas. Os resultados sugerem que a TT natural (em mosquitos de campo) de ZIKV também é um evento frequente, assim como DENV. Os nossos dados reforçam a importância de estudar mais sobre a dinâmica de transmissão de ZIKV que dependem, dentre outros fatores, do vírus, da população vetora e condições ambientais. Após a interrupção temporária do projeto em razão das medidas de isolamento adotadas no cenário de pandemia da COVID-19, a próxima etapa é avaliar a TT sob condições controladas em laboratório. Essa proposta é de extrema relevância, uma vez que a compreensão da dinâmica de transmissão desses novos arbovírus é urgente e necessária para que possamos ser eficientes na redução do grande impacto provocado por eles.
FATORES RELACIONADOS A FRAGILIDADE EM UMA COORTE DE IDOSOS VIVENDO COM HIV/AIDS NO RIO DE JANEIRO
Bolsista: DANIEL ARABE
Orientador(a): SANDRA WAGNER CARDOSO
Coorientador(a): THIAGO SILVA TORRES
Resumo: Introdução: A terapia antirretroviral possibilitou o aumento da sobrevida das pessoas vivendo com HIV/Aids (PVHA) e, por consequência, as pessoas estão envelhecendo com HIV. A infecção crônica pelo HIV parece ter consequências no processo de envelhecimento, incluindo o desenvolvimento da fragilidade. Objetivos: Estimar a prevalência de fragilidade entre PVHA com 50 anos ou mais na coorte do INI-Fiocruz, avaliar as associações entre fragilidade e qualidade de vida (QV), além de elaborar um procedimento operacional padrão (POP) para o ambulatório de HIV do INI-Fiocruz. Metodologia: Estudo prospectivo seccional, exploratório, realizado entre maio de 2019 e março de 2020, com PVHA de 50 anos ou mais acompanhados na coorte do INI-Fiocruz. Um questionário foi aplicado contendo questões sobre dados sociodemográficos, clínicos, fragilidade e QV. A fragilidade foi mensurada através do método proposto por Fried, constituído por cinco domínios: (1) perda de peso; (2) exaustão, (3) fraqueza, (4) baixa velocidade de marcha, (5) baixa atividade física e os participantes foram classificados em não frágeis, pré-frágeis e frágeis. QV foi avaliada através do questionário ACTG SF-21, construído por oito domínios. Testes de Kruskal-Wallis e de Fisher foram utilizados para avaliar associações entre fragilidade e os domínios de qualidade de vida, e outras co-variáveis. Resultados: Durante maio de 2019 a abril de 2022, 244 indivíduos foram avaliados. Entre os 107 participantes incluidos inicialmente, 63,6% eram homens, 57,9% heterossexuais, 45,8% pardos, 66,4% residiam na cidade do Rio de Janeiro, 43,9% possuiam ensino médio completo e 36,4% reportaram renda familiar < 3 salários mínimos. A prevalência de fragilidade foi de 6,6% (95% IC: 2,9-13,5); 63,5% dos participantes foram considerados pré-frágeis. O domínio mais pontuado para fragilidade foi o baixo nível de atividade física. Participantes com fragilidade apresentaram menores escores de qualidade de vida em comparação com os não frágeis e pré-frageis (p<0,02). Conclusão: Foi possível realizar uma análise parcial com os resultados obtidos. Contudo, de forma a estimar a taxa de prevalência de fragilidade e determinar os fatores associados à fragilidade em uma coorte de pessoas vivendo com HIV/aids no Rio de Janeiro, será realizado a análise dos dados totais da amostra após a digitação e controle de qualidade para posterior redação do manuscrito.
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